

Minha produção tem a fotografia como ponto de partida. No princípio era a imagem registrada pelas lentes; lentes que refletem a dança do que vejo instantaneamente, com o que sinto a partir do movimento de fotografar. "A imagem exibida da esquina batida e banal, que nos volta única e original como que por mágica reinventada pelo olho autoral" (Scavonne). No entanto, não satisfeita com uma única linguagem para a revelação dos segredos da imagem, as intervenções se somaram ao meu repertório. Como uma metáfora que abre um novo espaço para o inesperado que a imagem traz, as linhas se enredaram pelas poéticas das imagens. Em um terceiro momento, ao fazer uma releitura de found photos e fotografias autorais, veio a necessidade de acrescentar uma representação simbólica aos pensamentos e sentimentos, sem limites ou restrições; sem lógica explicita ou razão. Foi assim que a collage me deu a oportunidade de transgredir.



